sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Gilmax

Vontade de escrever com o coração e não com as pontas dos dedos. Sinto falta daquela sensação de que eu só consigo escrever por causa dele, e que o meu amor por ele é que me guia a escrever, que me impulsiona a querer guardar tudo, cada palavra carregada de sentimentos fortes. Não é que eu não mais sinta, mas é que ele se consolidou tanto tanto dentro de mim, que nossas rotinas se entrelaçaram tanto, que eu percebi que eu escrevia mais pela ausência, pela falta e pelo desejo de proximidade. Eu o fiz hoje me esperar mais do que ele me esperou por 23 anos... nos conhecemos quando ele tinha 23 e eu 15, mas a diferença é que ele não tinha provado nenhum pedaço de mim e não tinha provas de que eu chegaria, ele só sentia, eu suponho, assim como eu! Quando eu cheguei na vida dele, ele soube desde o começo e teve paciência de me esperar. Mas o que vem ao caso é que são tudo fases. Minha fase de escrever menos acompanha minha fase de tê-lo mais. Por tê-lo mais, por senti-lo mais, prefiro ficar sentindo isso, e pensando nas próximas vezes em que ficaremos juntos o dia inteiro, que acordaremos um do lado do outro. Aquela Marcelle que só escrevia por ele agora é a que fica olhando pro rosto dele enquanto ele assiste TV e morde o lábio entortando a boca, que fica prestando atenção no perfil dele enquanto deitado do meu lado cochilando, que no meio da madrugada acorda e diz pra ele um "eu te amo" sonolento, e que quando ele responde "eu tbm te amo" o abraça como se o abraço fosse durar pra sempre, que gosta de olhar bem dentro do olho dele bem de pertinho e deixa ele acariciar meu rosto com os cílios dele... pequenas coisas que fazem minha vida uma vida melhor.