quarta-feira, 8 de julho de 2015

Conspirações hormônicas, astrológicas e neuróticas

Hoje chove horrores fora e dentro de mim. Custei a levantar e vir escrever, o último texto que escrevi foi há 5 horas. Falei sobre como é difícil ser você e sugeri que de vez em quando é bom ser você sem cortinas, mesmo que em um espaço criado para isso: um blog. Pois bem, hoje é um dia desses em que eu não me preocupo tanto em manter uma fachada, tipo "que merda, que se dane" porque às vezes sufoca. Sou um ser humano, oras! Então, aproveitando que falar sobre sentimentos está na moda por causa daquele filme infantil (que não tem nada de infantil, perceberam? hoje em dia os desenhos não são produzidos para crianças, mas para adultos, ou mini adultos...), hoje sou tristeza e alguns outros sentimentos mais. No post anterior falei sobre estar na tpm, pois bem. E daí né? Lê isso aqui quem quer, então falarei porque esse, como eu disse, é meu espaço de ser quem eu sou e ponto. Pois hoje eu "acordei" (entre aspas mesmo porque só cochilei, como tenho feito nos últimos dias) com um aperto no peito, uma dor do mundo, das pessoas, das lembranças. Antes de ir dormir vasculhei fotos antigas no Facebook e aí tudo veio forte, mas não apenas por isso. Hoje tenho pensado sobre como será quando eu finalmente sair de casa, como minha mãe tem envelhecido, como as pessoas são escrotas, como tudo dói às vezes e como tudo irrita também. E nesses dias, tudo o que eu queria era ter o poder de consertar o mundo, ou pelo menos o meu mundo, o mundo das pessoas íntimas, porque quando as pessoas estão afinadas em pensamentos positivos, mesmo que você esteja meio pra baixo (justamente como estou hoje), parece que as energias positivas das pessoas te embalam, mas não. Eu estou aninhada nos braços da tristeza, da desesperança porque só ouço reclamações e lágrimas e remédios antidepressivos e contra dor no estômago e contra ansiedade e etc etc etc....eu só queria que tudo se consertasse como uma peça de roupa descosturada que a gente pega a linha e remenda e fica como se nada tivesse acontecido antes daquilo ali. E minha dor no estômago não passa, minhas dores que não sei se são psicológicas ou reais, meus pensamentos negativos que às vezes me tomam pela mão, a paciência imensa com quem o Gilmax tem vivenciado minhas crises de pânico, minha falta de estrutura e excesso de falta de coragem e de ânimo. Eu tive que vir escrever tudo isso também porque ele teve de ir trabalhar e chove lá fora, e tudo o que eu queria era ficar na cama de conchinha ouvindo o ronco dele porque me traz segurança, porque hoje eu sinto que tudo pode acabar num estalar de dedos! Medo, muito medo de tudo, da vida, das pessoas, de Deus. Medo limpo e seco e que fede porque ele é perceptível que nem quando a gente tem medo de cachorro e o cachorro sente porque ele percebe que você está com medo, ele sente no feeling ou apenas sente o cheiro porque é que nem ferormônio ou sei lá. Só sei que se medo tivesse realmente um cheiro não seria bom não, viu?! E daí eu paro de escrever e olho pra tudo o que escrevi sem pensar muito, sem reler também porque se eu reler antes de postar eu não posto nada, por que se expor tanto? E por que não escrever sobre? E se alguém estiver muito mal hoje como eu e achar meu blog e ler essa postagem e parar e pensar: eu não estou sozinho(a) e tocar o dia como se tivesse ganho de uma desconhecida uma espada contra o medo? Não canso de repetir aqui sobre uma vez que me mandaram um email agradecendo pelo meu blog. Você aí não sabe como estou me sentindo hoje e talvez nem se importe, mas eu me importo se você veio parar aqui no meu blog e conseguiu chegar até aqui na leitura do texto e tá sentindo como se eu tivesse te vendo e sacando você. Por que você leu até aqui, entende? Alguma coisa temos em comum ou sei lá...mas tudo o que eu queria mesmo era ser útil, consertar. Porque eu acho que eu não tenho conserto.