quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Ela era um "quase"


Ela era quase bonita, com um sinal no canto esquerdo da boca, também quase bonita de contornos precisos. Era uma boca pequena que dizia coisas grandes, embora ela nunca achasse que suas palavras eram grandes. Sua quase beleza era "quase" num fosse pelo nariz levemente achatado, espalhado bem no meio da cara, bem no meio. O cabelo era volumoso, preto eu diria, como seus olhos, os quais ela jura de pés juntos que são castanhos. Mas são mesmo castanhos, escuros e profundos olhos que têm um brilho todo misterioso, mistérios que talvez nem ela desconfie, mas que dá pra sentir de cara quando a gente conversa um pouco mais com ela. E ela de vez em quando percebe que é quase interessante, num fosse um desatino aqui e acolá.