sexta-feira, 15 de julho de 2011

Sem pretensões

Nada eu pretendia escrever. Até pensei em escrever algo, mas não passou de uma ideia, sem materializações, como eu disse: sem pretensões. Mas eu me vi aqui sem você, e me arrependi de tudo o que eu pensei ser certo até algumas horas atrás. Serei normal? Nessa minha mutante personalidade, intensa e às vezes tão sensível ao ponto de achar que tudo está contra o que eu sinto. Não, eu não sou nada dona da verdade, e como eu queria ter um pouco do desprendimento que me falta, da segurança e do controle... não tenho, e minha imperfeição me deixa mais imperfeita do que nunca. Eu tenho pensamentos loucos demais pra te dizer, tanto que tudo se assemelha a mera negação de mim, de nós, como se o infinito me bastasse. Não há o infinito longe de você, isso é a certeza que me vem agora. Não que eu não saiba, mas é que minhas ideias me obrigam a repensar minha vida a cada meia-hora. Serei normal? Incertezas fazem parte da humanidade, mas serei eu digna da Razão, se ela existir? Quisera eu saber de algo, mas a cada dia que se passa, tenho mais certeza de que nada sei, e de que talvez meus olhos e meus braços estejam fechados. Serei eu normal?

c Marcelle Silva b