terça-feira, 11 de maio de 2010

Confissões


Ao falar de mim, sinto-me ridícula, mas sinto uma necessidade de exteriorizar o que há de pulsante em mim, assim como um bebê que tem consciência de si e anseia imensamente sair da barriga de sua mãe, sair de seu mundo particular, e adentrar o mundo, um mundo maior, mas não tão seguro quanto o primeiro.
Agora vejo que sinto falta de conversas, de passeios, descobertas, pensamentos que não tive, coisas que não vivi até aqui, mas sinto como se me pertencessem e, de repente percebo que me foi feita uma revelação; algo de divino adentrou em mim, me trazendo reminiscências de antigas existências, as quais não sei,mas me pertencem. Minha alma se encanta com o torpor da revelação não-revelada.Novamente me apercebo da estranheza do que sou, mas agora com clareza: sinto vontades, eu quero, eu desejo...sou humana,meu Deus! Eu existo nesse mundo e tenho meu lugar. (...) Serei eu egoísta? (...) Quero saber. Tenho medo de mim.