segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Sentindo umas coisas estranhas. E eu deveria escrever no meu outro blog, porque é diário, não aqui, não agora. Logo agora, que eu deveria tá dormindo, ou me preparando pra dormir, ou lendo o texto do Freud sobre o "pequeno Hans", ou lendo Weber...mas estou aqui, escrevente, e não leitora, pensadora, e não... pensando, e sentindo, e pensando, e não querendo. Tem certas coisas que a gente sente que a gente simplesmente não quer dentro da gente. Certas pessoas que a gente não precisa que fiquem presas na mente e no coração, certos momentos que não deveriam se repetir, e repetir, e repetir...

Eu lamento que certas pessoas me façam tanto bem que depois eu sinta esse tipo de coisa que eu tenho sentido ultimamente. Sei lá, a cada dia que se passa tenho mais dúvidas sobre minha sanidade emocional...ou sou louca, ou sou a mais normal das mulheres!

Também, acho que esse negócio de "normalidade" não tá com nada! E sei lá, talvez nada disso seja necessário. Talvez amanhã eu esteja me acostumando com algumas coisas, e caia na tentação de me tornar óbvia demais, e isso pode significar o meu fim! Ou não...na verdade, nesse caso, não existe um "ou não"! Certamente, seria meu fim! 

Então, pensando bem, prefiro não ser tão óbvia, ou melhor, acho que já tô sendo demais...ou não? Acho que só eu entendo o que eu tô dizendo, porque aqui, aqui dentro de mim, essa verdade, essa coisa estranha, ela lateja como um corpo estranho que é...é um sentimento que virou corpo, e que se faz corpo toda vez que...ah, quer saber? que se dane! 

Tem certas coisas que a gente tem que se contentar em viver só no imaginário, na fantasia, nos devaneios aparentemente intermináveis do "e se"...

Mas, e se eu dissesse, e se eu contasse, e se eu fizesse, e se eu fugisse? Então, eu fugo, eu guardo, e fantasio tudo dentro dessa minha cabeça doida.