terça-feira, 28 de setembro de 2010

Se o tempo passava...

... para os outros, porque não haveria de passar para mim?

Não que eu veja problemas nisso, mas
eu costumava ocupar meu tempo vendo o tempo dos
outros, e sem que eu percebesse,
o meu tempo passava dolorido, pela falta
de atenção. Mas numa bela noite, resolvi me debruçar
e tentar enxergar o que em mim passava, e vi:
quase tudo. Não restava quase nada. Eu bem era um nada do nada que eu era.
Mas com o sol, o nada pode tornar-se
tudo, num presságio do tudo
que me constituirá.



por Marcelle Silva
25/09/10