quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Despida

Nua, o vento me lembra da minha condição;
O sol, essa luz que me guia, me lembra
da minha volição;
Tenho mais a meu favor do que contra.
Estou nua diante de mim,
me pego nas letras que me escapam, e
nos sons que prendo com medo de soar alto demais.
Despida dos imperativos que eu negava sentir
na pele, vibrarem como se quisessem me deixar, ou
se esvair...
Hoje sou mais eu, mesmo que eu não sinta
a necessidade de me afirmar como
eu mesma, a verdadeira.
Nem eu mesma sei da verdadeira, mas estou despida...
das vestes fantásticas do meu antes: sou hoje o meu depois.
O pós-depois, isso deixo pro futuro.


por MARCELLE SILVA♥