quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Primaveral

Eu quis ensinar a primavera
Ao que era gelo e esquecimento
Por que nem mesmo persevera
A esperança dum contentamento.

Eu quis ensinar perfume de flor
Ao que inamovível era
De alma perdida e inodora
Presente sorumbático e incolor.

Eu quis ensinar mar e vento
A arte de bem navegar
No coração de quem ama- alento
E não sabe se entregar,
Sem perceber o que fazia
Me perdia pelo mar
Que trazia antigos vestígios
De uma vida a naufragar.

Se perguntarem quem era
Aquela que contra o soturno lutava
Dize, face iluminada, ela mora na primavera
Que traz flores e muitas almas plumadas
Com o peso de um sonho


por Jaquelyne Costa, do Já que sou, o jeito é ser!


P.S.: Achei genial esse poema dela, resolvi postar pela admiração a seu trabalho no "Já que sou, o jeito é ser!". Ambos, foto e poema, foram retirados do blog dela.