quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Nem eu...


Tenho tentado digerir e lidar com isso,
que se tornou meu cotidiano.
Mas acho que não consigo...não devo. Talvez...
Nem sei mais o que eu era,
me tornei assim, sem perceber.
Posso ouvir a menina de antes,
posso sentir o pouco que ficou...
Mas posso sentir o peso do que está por vir,
e temo não conseguir...
Temo por ter sido acostumada a precisar
dos outros, e por, sem mais nem menos,
ter que ser e estar, no meu agora.
Medo...só sei que não quero isso pra mim.
Tenho desacreditado nas coisas, desacreditado
de tudo...felicidade? Essa não existe pra mim.
Então, pude conhecer e ser íntima
do que é efêmero.
Mas não quero piedade, nem quero tê-la...
acho a piedade algo falso, quase um falso moralismo,
sei lá...
Além disso, as lágrimas, elas me percorrem o espírito
o tempo todo, e o voltar pra casa
não me é mais o desejado, como antes.
Sou uma alma humana tentando sobreviver
em meio aos parasitas de energias...
pois é bem isso: eu sinto
minhas energias irem embora...
Eu sei, sou tão jovem...mas acho mesmo que tive
de aprender muita coisa à força,
e tenho que aprender a viver só.